sexta-feira, 29 de julho de 2011

infância nos passos

Nossa! Não consigo compreender o que está acontecendo aqui, do lado de dentro dessa quarto, nessa janela distorcida. Uma imagem com chuvisco de uma tevê sem antena, sem sintonia perfeita e clara. Percebo que as coisas estão fora do lugar, um móvel onde suas gavetas não me mostram seus objetos e seus pertences pessoais jogados num canto, feito brinquedos de infância na adolescência. Fico na janela observando uma paisagem sem sentido pra mim, ruas curvas, pessoas vazias, ar de ignorância no respirar de um senhor com sua pasta, esperando o sinal se abrir e seguir com seu mundo em 4 rodas. O sol parece brilhar numa busca de mostrar pessoas reais, mas recai-se sobre o homem mentiras em suas máscaras de bom-moços. Talvez o Sol sinta-se confuso, por que tantas faces perdidas? Mas sua fé lhe mantém a aquecer meu rosto, esse queima por mostrar-se tão límpido e aberto. Mostrando-se exagerado em suas palavras sinceras e sem jeito, apontado por dizer demais e incompreendido por isso. Curte seu momento de solidão ao sair por essas ruas cheias de anonimatos, seu som ecoa por seus pensamentos acelerados e desgovernados. Mais um passo e sua mente pesa por tantos flashes, seus olhos parecem não distinguir mais o que vê a um palmo: real ou imaginário? Sua vida agora parece se perguntar se é verdadeira. Seus diálogos enriquecidos de pensamentos amadurecidos, mas suas palavras num espaço curto lhe sufocam a garganta. Por que esse Sol não ilumina essa quarto? Devo abrir o teto, numa brecha que seja, para que um único raio possa comportar seu rosto?
O que essas ruas representam? Seus passos largos caminham pra uma esquina incerta. Suas canções já não são mais ouvidas, o pulsar de seu coração agora grita e faz seu corpo vibrar. Não se sabe ainda o que se encontra por trás dessa curva, mas sua vida parece aguardar impaciente, ausente de paz.
Onde estou?

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