ual! Mais que justo registrar um sorriso nesse rosto, que por Sol se alegra e faz-se aquecido. Como pode numa mesma quadra, a cada passo, um sentimento, uma frustação, uma alegria, uma chuva, um raiar. Isso faz da vida mágica e inexplicável por palavras, é puro sentido e sentimento. A razão que nos move nem sempre anda em sintonia com o pulsar de um coração vivo. E nos encontramos sempre nessa dicotomia, e sabe o porquê? Porque somos Humanos e nos permitimos sentir e viver e amar e sofrer e sentir e ser. Hoje, nesse dia de 72 horas, pude sentir coisas que muitos não se permitem em uma vida de 72 anos. Apoximonei-me, amei intensamente, tive dúvidas, hesitei em minhas palavras, desconheci, sofri, chorei, enfraqueci, amadureci, refleti... ufa! Sinto-me viva e feliz por poder ser sensível, vovó Joana parece não ter se enganado ao dizer que tenho uma alma sensível. Amém! Que minha crença na vida possa evoluir minha alma, tornar-me humilde e generosa. "Viver e não ter vergonha de ser feliz" algo simples, não é verdade? Frase nostálgica, faz-me sentir saudade da infância, onde sabíamos ser simples como viver e ser feliz. Possa até sentir o peito aquecer por esse Sol da lembrança quando lembro-me descalça a correr pelo asfalto, cabelos feito girassol - como sempre disse minha irmã sobre meus cachos revoltosos -, joelhos ralados: brincadeira de criança! Dada hora, minha mãe retira-se de seu teto a nos chamar, pois chegou a hora da brincadeira se resguardar para o próximo dia. A vida era simples e feliz! Hoje, o teto já não me acolhe como antes, e as brincadeira? Bom, hoje tentam me privar delas. Mas resisto às suas repressões, vida adulta, faça-se chuva e lá terá um barquinho de papel feito a navegar por tempestuosos trovões do Mar Ecoo, e a batalha entre a natureza e o homem travou-se, o barco resite por terríveis ondas, até que a Natureza - Mãe do meu ar - mostra sua força e exige respeito: "- Eu sou a Natureza, não tentei me vencer, pois é de mim que tu tiras teu ar e teu alimento. Respeite-me e terás sua vida.". Mais um barquinho se foi e mais uma vez sinto aqueles Cachinhos Dourados, de meu Príncipe, balançarem, ecoando o som em meu ouvido. Ah, como é bom ser criança!
*surpiro*
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