quinta-feira, 3 de maio de 2012

38,2°

Ela me indicou a ouvir um Jazz para suavizar o coração e escrever sobre esse sentimento. Bom, aqui estou eu. Relembrando meu método de meditação. Ontem palavras arranharam uma folha salmão, hoje são esses dedos que apertam cada letra, talvez menos teimosos e raivosos. Acordei depois de uma batalha do estresse com a ansiedade, corpo dolorido, nós (que se danem eles). Verdade, tenho pensando muito no 'vós' e suas vozes. Dão a alucinógena ideia de um redemoinho cheio de cores, cabeças girando, suas vozes de insatisfação, seus orgulhos rachados. Todos estão em mim. Há tempos atrás tomei uma decisão, cabeça quente, coração acelerado, e acho que foi uma tentativa fracassada. Olhando por um prisma interno, talvez a decisão não tenha sido tomada por mim, era o 'nós' mais uma vez. Pensando cá com meu botões, talvez seja essa um risco por mim, para mim. Quais são os fatores externos dessa decisão? É preciso entender tudo que a envolve. Item primeiro e tiro certo: família, mãe. Tem fator que me atinge mais certeiro que esse? Certamente não. Como atinge, dá pra observar e analisar isso? Tentemos. Autoestima, limitação, solidão, falta de espaço. Acho que por ai caminham bem os fatos. Segundo: PUC, não digo 'universidade' pois o peso está no nome. Sonho meu, no que mais se embasa mesmo? Parece ter se desfeito. O que a voz da minha vó soará quanto a isso? Foi a primeira coisa que pensei. Ainda não sei, talvez se eu tiver meus argumentos consolidados ela possa entender, apoiar talvez. Amigos? "Que loucura! Mas é isso que você quer? Então a gente apoia". E eu? Onde entro, qual minha participação nessa vida? Quando penso nessa ideia meu peito se enche de esperança, parece preenchido. Uma satisfação. Mas uma vez ouvi em sala de aula "é melhor errar em conjunto, do que acertar sozinho". Olha, isso parece explicar meu medo. Não estou falando em mudar de roupa, nem penteada (isso já é uma preocupação em nível maior que vestimenta), não falo em trocar de relacionamento, quiçá uma nova tatuagem. Falo em mudar minha posição na vida. Serão necessárias tamanhas mudanças? Pensemos com consciência.

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