Nossa! Não consigo compreender o que está acontecendo aqui, do lado de dentro dessa quarto, nessa janela distorcida. Uma imagem com chuvisco de uma tevê sem antena, sem sintonia perfeita e clara. Percebo que as coisas estão fora do lugar, um móvel onde suas gavetas não me mostram seus objetos e seus pertences pessoais jogados num canto, feito brinquedos de infância na adolescência. Fico na janela observando uma paisagem sem sentido pra mim, ruas curvas, pessoas vazias, ar de ignorância no respirar de um senhor com sua pasta, esperando o sinal se abrir e seguir com seu mundo em 4 rodas. O sol parece brilhar numa busca de mostrar pessoas reais, mas recai-se sobre o homem mentiras em suas máscaras de bom-moços. Talvez o Sol sinta-se confuso, por que tantas faces perdidas? Mas sua fé lhe mantém a aquecer meu rosto, esse queima por mostrar-se tão límpido e aberto. Mostrando-se exagerado em suas palavras sinceras e sem jeito, apontado por dizer demais e incompreendido por isso. Curte seu momento de solidão ao sair por essas ruas cheias de anonimatos, seu som ecoa por seus pensamentos acelerados e desgovernados. Mais um passo e sua mente pesa por tantos flashes, seus olhos parecem não distinguir mais o que vê a um palmo: real ou imaginário? Sua vida agora parece se perguntar se é verdadeira. Seus diálogos enriquecidos de pensamentos amadurecidos, mas suas palavras num espaço curto lhe sufocam a garganta. Por que esse Sol não ilumina essa quarto? Devo abrir o teto, numa brecha que seja, para que um único raio possa comportar seu rosto?
O que essas ruas representam? Seus passos largos caminham pra uma esquina incerta. Suas canções já não são mais ouvidas, o pulsar de seu coração agora grita e faz seu corpo vibrar. Não se sabe ainda o que se encontra por trás dessa curva, mas sua vida parece aguardar impaciente, ausente de paz.
Onde estou?
sexta-feira, 29 de julho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
25/abr
E o vento soou em seu rosto, num doce toque lhe chamando a ultrapassar a ar sob sua vida.
Num mundo próprio onde seu paraíso era o sereno e livre pensar.
Livre e límpido de apegos e promessas.
Seu mundo de paz.
Todo de nada e muito de pouco, sua mente branca flutuou sobre o insano, seu momento intro e sóbrio.
Único e irrelevante ao homem, solto, impuro.
Como a brisa seca do mar instigando ao mergulho, seu slogan diz: venha conhecer as profundezas livres, que encharcam seu viver do que é vivo! Compartilhe comigo o balanço da vida...!
Seja o mar que lhe agrada nas noites solitárias, seja aquele mar de gotícolas infinitas-ritmadas. Seja o paraíso que sonhas.
E vivas o vento por entre seus passos, acaso, descalço.
Provável.
Seu breve e derr(verd)adeiro insano de ser e poder
Num mundo próprio onde seu paraíso era o sereno e livre pensar.
Livre e límpido de apegos e promessas.
Seu mundo de paz.
Todo de nada e muito de pouco, sua mente branca flutuou sobre o insano, seu momento intro e sóbrio.
Único e irrelevante ao homem, solto, impuro.
Como a brisa seca do mar instigando ao mergulho, seu slogan diz: venha conhecer as profundezas livres, que encharcam seu viver do que é vivo! Compartilhe comigo o balanço da vida...!
Seja o mar que lhe agrada nas noites solitárias, seja aquele mar de gotícolas infinitas-ritmadas. Seja o paraíso que sonhas.
E vivas o vento por entre seus passos, acaso, descalço.
Provável.
Seu breve e derr(verd)adeiro insano de ser e poder
domingo, 26 de setembro de 2010
o que faz de mim Angélica?
tudo tão "nós" por medo ou ausência de coragem,
são apenas críticas a mim mesma tentando ser coletivas e otimistas
não passam de falsos destinatários,
não que não tenham outros que se encaixem,
a questão não é essa,
é que seria (e é) mais fácil quando alguém faz parte de um mesmo que você,
dá a sensação de conforto.
é um sentimento de medo de estar só,
e dizem que sou individualista,
será?
com tantos sentimentos alheios...
saberei até que ponto minha individualidade é autêntica
e genuína
e quanto de resquício de individualidade há no meu pensar
e agir coletivo,
como, por exemplo, isto que escrevo pode ser uma forma de justificativa,
mas penso ser mais alheia
do que a mim
são apenas críticas a mim mesma tentando ser coletivas e otimistas
não passam de falsos destinatários,
não que não tenham outros que se encaixem,
a questão não é essa,
é que seria (e é) mais fácil quando alguém faz parte de um mesmo que você,
dá a sensação de conforto.
é um sentimento de medo de estar só,
e dizem que sou individualista,
será?
com tantos sentimentos alheios...
saberei até que ponto minha individualidade é autêntica
e genuína
e quanto de resquício de individualidade há no meu pensar
e agir coletivo,
como, por exemplo, isto que escrevo pode ser uma forma de justificativa,
mas penso ser mais alheia
do que a mim
domingo, 12 de setembro de 2010
temporada
nada.
nada de concreto.
são apenas teorias e medo.
quase verificável.
amor.
tudo querendo ser tão perfeito.
e o que é perfeição?
vida.
naturalização, expansão.
quero verdades,
ditas e ouvidas.
quero conhecer.
retirar daqui e pôr ali.
ser como barro a ser formar.
aprender a te conhecer.
conhecer.
revelar-me pura e simplesmente.
diariamente.
intensamente.
amavelmente.
humilde.
dor.
para os dias sim, outros não.
mas sempre nós.
aos poucos.
em muito.
sonhar.
embarcar.
rumos desconhecidos.
temporada.
nada de concreto.
são apenas teorias e medo.
quase verificável.
amor.
tudo querendo ser tão perfeito.
e o que é perfeição?
vida.
naturalização, expansão.
quero verdades,
ditas e ouvidas.
quero conhecer.
retirar daqui e pôr ali.
ser como barro a ser formar.
aprender a te conhecer.
conhecer.
revelar-me pura e simplesmente.
diariamente.
intensamente.
amavelmente.
humilde.
dor.
para os dias sim, outros não.
mas sempre nós.
aos poucos.
em muito.
sonhar.
embarcar.
rumos desconhecidos.
temporada.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
só nós duas, em paz
quero dizer tudo, tudo, tudo que eu sinto
mas é tão maior que talvez eu não consiga dizer
mas ficaria feliz se pudesse apenas demonstrar
eu tenho a sensação de que tem uma força maior tentando sair de mim
se libertar
mas ela está um pouco engaiolada num corpo fraco
se tivermos paciência e trabalharmos juntas, iremos conquistar tantos objetivos
iremos amadurecer um amor lindo
que ainda não sabemos a força que tem
eu vejo você voltando do trabalho, num dia exaustivo
ao chegar em casa, encontrará a mim pra te ouvir, ou simplesmente ficar em silêncio com você
só nós duas.
em paz!
mas é tão maior que talvez eu não consiga dizer
mas ficaria feliz se pudesse apenas demonstrar
eu tenho a sensação de que tem uma força maior tentando sair de mim
se libertar
mas ela está um pouco engaiolada num corpo fraco
se tivermos paciência e trabalharmos juntas, iremos conquistar tantos objetivos
iremos amadurecer um amor lindo
que ainda não sabemos a força que tem
eu vejo você voltando do trabalho, num dia exaustivo
ao chegar em casa, encontrará a mim pra te ouvir, ou simplesmente ficar em silêncio com você
só nós duas.
em paz!
*trecho*
E sim, você chegou. Você chegou à minha vida. Trouxe de volta algo que sentia saudade: amar. Andamos num passo incerto, sem saber pra onde – será que já sabemos? –, mas andamos. Entrou em cena um guerreiro e a princesa, mais uma história de batalha, de incerteza, mais esperança. Do mais, não sei. Peguei-me distraída em seus beijos e braços e abraços e sorrisos. Num ônibus aquela dúvida, deliciosamente encontrada em romances infantis: "será que posso pegar em sua mão?". É, ela permitiu e até deitou em meu colo!! Ah, que sensação gostosa a de sentir!
Assinar:
Postagens (Atom)