segunda-feira, 30 de maio de 2011

25/abr

E o vento soou em seu rosto, num doce toque lhe chamando a ultrapassar a ar sob sua vida.
Num mundo próprio onde seu paraíso era o sereno e livre pensar.
Livre e límpido de apegos e promessas.
Seu mundo de paz.
Todo de nada e muito de pouco, sua mente branca flutuou sobre o insano, seu momento intro e sóbrio.
Único e irrelevante ao homem, solto, impuro.
Como a brisa seca do mar instigando ao mergulho, seu slogan diz: venha conhecer as profundezas livres, que encharcam seu viver do que é vivo! Compartilhe comigo o balanço da vida...!
Seja o mar que lhe agrada nas noites solitárias, seja aquele mar de gotícolas infinitas-ritmadas. Seja o paraíso que sonhas.
E vivas o vento por entre seus passos, acaso, descalço.
Provável.
Seu breve e derr(verd)adeiro insano de ser e poder

domingo, 26 de setembro de 2010

o que faz de mim Angélica?

tudo tão "nós" por medo ou ausência de coragem,
são apenas críticas a mim mesma tentando ser coletivas e otimistas
não passam de falsos destinatários,
não que não tenham outros que se encaixem,
a questão não é essa,
é que seria (e é) mais fácil quando alguém faz parte de um mesmo que você,
dá a sensação de conforto.
é um sentimento de medo de estar só,
e dizem que sou individualista,
será?
com tantos sentimentos alheios...
saberei até que ponto minha individualidade é autêntica
e genuína
e quanto de resquício de individualidade há no meu pensar
e agir coletivo,
como, por exemplo, isto que escrevo pode ser uma forma de justificativa,
mas penso ser mais alheia
do que a mim

domingo, 12 de setembro de 2010

temporada

nada.
nada de concreto.
são apenas teorias e medo.
quase verificável.
amor.
tudo querendo ser tão perfeito.
e o que é perfeição?
vida.
naturalização, expansão.
quero verdades,
ditas e ouvidas.
quero conhecer.
retirar daqui e pôr ali.
ser como barro a ser formar.
aprender a te conhecer.
conhecer.
revelar-me pura e simplesmente.
diariamente.
intensamente.
amavelmente.
humilde.
dor.
para os dias sim, outros não.
mas sempre nós.
aos poucos.
em muito.
sonhar.
embarcar.
rumos desconhecidos.
temporada.

 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

só nós duas, em paz

quero dizer tudo, tudo, tudo que eu sinto
mas é tão maior que talvez eu não consiga dizer
mas ficaria feliz se pudesse apenas demonstrar
eu tenho a sensação de que tem uma força maior tentando sair de mim
se libertar
mas ela está um pouco engaiolada num corpo fraco
se tivermos paciência e trabalharmos juntas, iremos conquistar tantos objetivos
iremos amadurecer um amor lindo
que ainda não sabemos a força que tem

eu vejo você voltando do trabalho, num dia exaustivo
ao chegar em casa, encontrará a mim pra te ouvir, ou simplesmente ficar em silêncio com você
só nós duas.
em paz!

 

*trecho*

E sim, você chegou. Você chegou à minha vida. Trouxe de volta algo que sentia saudade: amar. Andamos num passo incerto, sem saber pra onde – será que já sabemos? –, mas andamos. Entrou em cena um guerreiro e a princesa, mais uma história de batalha, de incerteza, mais esperança. Do mais, não sei. Peguei-me distraída em seus beijos e braços e abraços e sorrisos. Num ônibus aquela dúvida, deliciosamente encontrada em romances infantis: "será que posso pegar em sua mão?". É, ela permitiu e até deitou em meu colo!! Ah, que sensação gostosa a de sentir!


 

(*)

Estou abrindo um parêntese nessa história, mesmo porque a vida tem disso, né?! Sinto-me numa solidão misturada com medo. Medo das coisas ruins, medo da raiva, do rancor. Medo da falta de amor. Medo de quem não sabe amar. Por quê? Têm momentos em que gosto do meu mundo de fantasias, que me faz ver o melhor em cada um. Gosto de acreditar que existe amor nas pessoas, gosto de acreditar nas pessoas. Acreditando nelas eu acredito em mim. Acredito na salvação. Acredito no perdão. E na compaixão. O que seria de mim sem a esperança? Sem a fé? Sem os sonhos e fantasias? Mais um mero mortal, vivendo numa selva social. Quando vejo os jornais e noticiários me preocupo. O que há? POR QUÊ? Confesso estar com medo. As pessoas têm me assustado. Por isso, busco a cada dia encontrar uma fresta, por menor que pareça, de amor, compaixão, paz, naqueles que passam por mim. São encontros de olhares que tentam dizer muito, outros que se escondem, outros ainda que querem dizer mas tem [medo]. São milhões de vida, mas quantas vivem?