vago na areia vaga
do tempo ócio
da vida vã
de um espaço ínfimo
de momento efêmero
vida que vai sem antes estar aqui
vive do que sonha viver
não vive o que tem de vivo
mais que vida passageira
feito trem sem estação
peço que pousas sobre a plataforma do presente
sexta-feira, 22 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
O que usaremos prá isso?
quis transcrever um poema de amor
o que findou-se numa lista de adjetivos
feito um afago para essa ansiedade
- maneira de consolo
em vez dessas palavras
"tempo, tempo, tempo"
sonorizando tal inquietude
e esse "movimento preciso"?
Preciso? devido?
indefinido, substantivo, eufemismo,
subjetivado
buscam-se palavras perfeitas para dar respostas
"palavra" "por" "si" "só" são perfeitas...
...foi criada? tornou-se perfeita.
por poder ser livre. existe por essência,
utilizada como espelho humano para reflexo do interno
- não entrarei no mérito da aplicabilidade -
agora vejam, estou aqui jogando rede
e pescando artigos, pronomes, substantivos, advérbios, preposições, adjetivos
"simples" é perfeito.
esqueci o verbo de ligação
- e o poema de amor
quinta-feira, 31 de maio de 2012
"O antigo do que vai adiante"
É um frio na barriga que ainda tá me deixando sem ar
Li suas palavras, já se passaram bons minutos
Mas a sensação está permanente
Ela disse tantas coisas sinceras, de nós
Compactuo dos pensamentos dela
Esses pensamentos têm sido reflexo do que
estamos vivendo
Vivendo. Essa é a melhor sensação.
Ama estar me amando
Amo estar te amando, menina
Curioso você estar comigo
Intrigante sentir que cada toque lhe arrepiam os pêlos
Sua voz no meu ouvido
Suas palavras um tanto roucas
Dizendo "eu te amo"
Cada letra faz pulsar ainda mais o sangue nas minhas veias
Não, não é problema de respiração
Se for dor, nego tratamento
Pra essa dor não existe cura
Entrego-me e saboreio cada tortura
Preta, obrigada.
Esse sorriso aqui na minha cara é seu
Esse batimento desenfreado é por você
Esse sangue correndo acelerado é por pensar em ti
E esse frio na barriga? Ainda está aqui.
Eu te amo, " Deus nos deu! "
quarta-feira, 23 de maio de 2012
E do amor, que sei dele?
E por que buscar nomes
se dele o que vale é sentir?
E nele encontro vida e morte e existência
Por que, então, tomar o amor a mim?
Será livre
amores descalços,
finitos somos nós no tempo
Criei-te para o mundo, Universo é sua morada,
apenas em mim repousas em descanso.
"Alegra-nos!", quase súplica de vida
terça-feira, 22 de maio de 2012
"Atravessa este verso a vontade nua"
Tocou-me o sexo com propriedade de quem sabe o que lhe pertence
Era apenas um beijo e abraço
Mas braço foi instrumento para o princípio da minha nudez completa
E beijo tocou além dos meus lábios.
Encontrei-me sob seu corpo - a desejar-lhe -
E o meu já se embriagava com seu olhar
No toque sucumbia,
calor,
meu corpo era só prazer e delírios.
Não havia nada além de nós
- exceto a possibilidade do fim interrupto -
Sua tensão se confundia com tesão, meu, seu...
A lembrança me faz revirar a cabeça, morder gentilmente os lábios enquanto passeio com a mão na nuca, por uma tentativa de senti-la, recriando na mente a vibração do meu corpo.
Desejo ardente de tê-la,
de nos termos,
de ser sua.
Era apenas um beijo e abraço
Mas braço foi instrumento para o princípio da minha nudez completa
E beijo tocou além dos meus lábios.
Encontrei-me sob seu corpo - a desejar-lhe -
E o meu já se embriagava com seu olhar
No toque sucumbia,
calor,
meu corpo era só prazer e delírios.
Não havia nada além de nós
- exceto a possibilidade do fim interrupto -
Sua tensão se confundia com tesão, meu, seu...
A lembrança me faz revirar a cabeça, morder gentilmente os lábios enquanto passeio com a mão na nuca, por uma tentativa de senti-la, recriando na mente a vibração do meu corpo.
Desejo ardente de tê-la,
de nos termos,
de ser sua.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Heraclitando com Parmênides e Andrade
esse já é um outro momento, outra trilha sonora. um rap. a mesma caneta, uma outra mão. há tempos que coisas suas ainda eram tomadas, feito degustação de um vinho ruim, me embriagava. meu dedo tem feridas abertas, era falta de sol, ar fresco. sua pigmentação mostra a ausência de vida. olho para minha mão e não a acho mais vazia, tá nua e completa. parece até mais leve, mas acho que isso se dá pela proposta da manhã, de se ter um bom dia. esses dias minhas palavras conjugadas estão como desabafo, transcorridas numa lógica argumentativa. compreensão.
um outro momento, em que me relaciono com as coisas num estado de espírito diferente, como aquele rio que não é o mesmo, ainda que seja água.
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