quinta-feira, 9 de setembro de 2010

(*)

Estou abrindo um parêntese nessa história, mesmo porque a vida tem disso, né?! Sinto-me numa solidão misturada com medo. Medo das coisas ruins, medo da raiva, do rancor. Medo da falta de amor. Medo de quem não sabe amar. Por quê? Têm momentos em que gosto do meu mundo de fantasias, que me faz ver o melhor em cada um. Gosto de acreditar que existe amor nas pessoas, gosto de acreditar nas pessoas. Acreditando nelas eu acredito em mim. Acredito na salvação. Acredito no perdão. E na compaixão. O que seria de mim sem a esperança? Sem a fé? Sem os sonhos e fantasias? Mais um mero mortal, vivendo numa selva social. Quando vejo os jornais e noticiários me preocupo. O que há? POR QUÊ? Confesso estar com medo. As pessoas têm me assustado. Por isso, busco a cada dia encontrar uma fresta, por menor que pareça, de amor, compaixão, paz, naqueles que passam por mim. São encontros de olhares que tentam dizer muito, outros que se escondem, outros ainda que querem dizer mas tem [medo]. São milhões de vida, mas quantas vivem?

são as estradas da vida

[23.05.10]
agora chegamos num ponto em que cada uma segue seu caminho
levando consigo uma história, um romance, uma vida
talvez um dia a gente se esbarre por aí
talvez a gente converse
talvez a gente não se veja mais
talvez a gente encontre 'uma' dentre muitas, ou não
talvez pudesse ter sido diferente
talvez, se eu tivesse me entregado
talvez, se eu tivesse aprendido a tempo de fazê-lo
eu sei que não errei por querer, estou aprendendo
você me ensinou

não sei se você compreendeu quando eu disse:
"o amor é como um grão, morre nasce trigo, vive morre pão"
quis dizer que o nosso amor não morre, ele se transforma
quando grão morre e nasce o trigo
o trigo, por sua vez, gera o pão
é tão mutante quanto nós

tenho uma outra música que é sua:
"és parte ainda do que me faz forte, pra ser honesto só um pouquinho infeliz"
és presente no meu pensar, no meu sentir e no meu agir
reciclei o que vivemos e transformei em vida presente
quero poder dar a alegria de viver um amor a alguém
dar essa chance de ser amada como fui por você

[14.07.10]
não é exagero eu dizer que me encontrava em depressão
e nesse momento alguém esteve presente
e me resgatou
fez ressurgir minha paz e felicidade
não me culpe pelo amor ou por amar.
não fique brava, seja feliz
é o que peço

 

"Inesperado"

quem é você, o que é você?
seria um tanto eu e como gostaria que me fosse?
você, apenas.
agradando a mim em cada gesto simples de afeto
suas palavras sussurradas em meu ouvido
sua língua sonorizando uma risada minha.
a naturalidade do que somos
a verdade que sou
as bobagens que nos proporcionam risadas
sua espontaneidade de criança me apaixona
sua autonomia no sexo, me fascinou

com você "posso ser eu mesma que você vai entender"
brincar de descobrir seus pontos e segredos sem ser invasiva
apaixonar-te e conquistar-te a cada momento
e que você entenda meus dias ruins.

["inesperado"]

"Se é loucura, então, melhor não ter razão."

 

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"você, apenas."

quem é você, o que é você?
seria um tanto eu e como gostaria que me fosse?
você, apenas.
agradando a mim em cada gesto simples de afeto
suas palavras sussurradas em meu ouvido
sua língua sonorizando uma risada minha.
a naturalidade do que somos
a verdade que sou
as bobagens que nos proporcionam risadas
sua espontaneidade de criança me apaixona
sua autonomia no sexo, me fascinou

com você "posso ser eu mesma que você vai entender"
brincar de descobrir seus pontos e segredos sem ser invasiva
apaixonar-te e conquistar-te a cada momento
e que você entenda meus dias ruins.

["inesperado"]

"Se é loucura, então, melhor não ter razão."

segunda-feira, 31 de maio de 2010

a liberdade de ser alma

AH!
que vontade de voltar a existir,
de dormir e só acordar quando a vida voltar a ser feliz
poder me libertar, explodir um 'eu' enjaulado

imagine um pássaro que experimentou um voo alto
e após repousar, foi capturado e posto numa gaiola.
a vontade de sair e voar novamente fez dele infeliz.
sonhava com o ar batendo em sua frente,
suas asas se articulando num ritmo exato e conciliador.
gostaria de poder ir em busca do próprio alimento.
este pássaro sentia-se cada vez menos vivo (posso até descrever cada instante dessa última vez)
e também morria a cada falta de ar.
sentiu-se desmerecedor de ter asas, pois não conseguia voar
sentiu raiva por terem prendido-o
agoniado estava, pois não sabia o que fazer.

agora imagine uma alma, que flutuou um universo esplêndido
e amou
e agora está presa a um corpo, a uma vida que não a alimenta
essa alma está sufocada e é o seu corpo que a prende
ela está clamando por amor, por amar
ela só quer alimento, só voltar a sonhar e poder amar
ela só quer ser livre...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

'como velhos desconhecidos...'

alcançamos extremos
do amor à indiferença
do tudo ao nada
à miséria do vaco que fizemos
dissemos tantas coisas ruins
e porqe? pra que?
da minha parte foi pra me livrar de você
pra transformar você em simplesmente nada em mim
da sua parte? nem sei mais quem é você.
sei quem sou, e como estou
estou em paz
numa leve embriaguez de liberdade
era você quem me mantinha presa
agora tenho minha própria insanadez
minha própria liberdade

ódio por você é um paladar que não será apreciado
raiva, muito menos
alegro-me por sentir o ar
e no hoje não cabe você.

no hoje saboreio minha paixão